Autores
Felipe Ost Scherer tem mais de 10 anos como executivo e consultor nas áreas de estratégia e inovação. Engenheiro Civil, MBA Executivo na ESPM, Mestre em Administração com ênfase em Ciência e Tecnologia pela UFRGS. Professor de graduação e MBA do IBGEN e ESPM/RS.
   
Maximiliano Selistre Carlomagno tem mais de 10 anos como executivo e consultor nas áreas de estratégia e inovação. Administrador, Mestre em Administração pelo MAN/PUCRS com formação de extensão na U.C Berkeley e Sloan School/MIT. Professor de graduação e MBA do IBGEN.


Entrevista  com os autores sobre o livro:

  1. A quem se destina o livro? 
    Felipe Scherer - O livro se destina a executivos de grandes e médias empresas das áreas de inovação, P&D, novos negócios, planejamento estratégico, marketing e recursos humanos que buscam garantir a competitividade futura de suas empresas. Tem foco também nos empreendedores de pequenas empresas que pretendem desbancar as empresas líderes.
  1. O que motivou vocês a escreverem esse livro?
    Maximiliano Carlomagno - Ao longo de nossa trajetória como executivos e depois como consultores de estratégia percebemos que grande parte das empresas tem adotado posturas similares, copiando os concorrentes. Além disso, mesmo considerando que a inovação é uma das três prioridades para 85% dos executivos, segundo pesquisa recente sobre o tema, visualizamos que os esforços de inovação ainda são bastante desestruturados e espasmódicos, de maneira que acabam gerando baixíssimo resultado para as empresas. Nossa experiência como acadêmicos e docentes em gestão também nos mostrou que não havia ferramentas de gestão consolidadas para alavancar o desempenho da inovação e que as ferramentas da qualidade e de outras áreas não tem aderência com o contexto da inovação.
  1. Por que o tema da inovação está na pauta? 
    Felipe Scherer - Mudanças de ordem estrutural nos mercados tem provocado um aumento na velocidade com que os concorrentes assimilam as estratégias uns dos outros, não bastasse isso, os próprios consumidores tem exigido novidades constantemente das empresas, fazendo com que algo de diferente precise ser feito de forma contínua. Esse algo diferente é a inovação! O que tem trazido o tema para a vanguarda da gestão é o retorno que ele promete. As empresas inovadoras apresentam, segundo pesquisas, desempenho até 50% superior que seus concorrentes num intervalo de tempo de 10 anos em diferentes setores e áreas geográficas. As empresas perceberam que estão no limite do incrementalismo e da melhoria e que precisam combinar a excelência operacional com a capacidade de se reinventar continuamente.
  1. O que o livro tem de diferente dos outros livros sobre inovação? 
    Maximiliano Carlomagno -O livro é produto de uma caminhada de pesquisa, aplicação e consultoria na área. Tem uma perspectiva de alta gestão, independente do porte ou setor da empresa. Aborda a inovação não como a única solução para todos os problemas da empresa, mas como uma perspectiva complementar que precisa ser adotada com maior intensidade nas empresas. Também enfatiza um conjunto de 12 tipos de inovação que as empresas podem desenvolver não limitando a noção de inovação de produto. Além disso, tem um conjunto de ferramentas e alta orientação para aplicação. Compartilhamos alguns dos métodos que utilizamos na consultoria para auxiliar o leitor a aplicar esses conceitos. Por fim, o livro apresenta um framework integrador que unifica as nossas ferramentas e de terceiros num modelo aplicável pelas empresas brasileiras.
  1. Vocês poderiam citar experiências de sucesso da aplicação dessas ferramentas? 
    Felipe Scherer - Sem dúvida. O livro apresenta cases de empresas internacionais e nacionais de sucesso na gestão da inovação. Natura, Apple, Promon, Cirque du Soleil, Lojas Renner entre outros. No Brasil também podemos destacar empresas mais recentes como o HABIBs e o modelo de fast food de baixo preço, ou a XP Investimentos, corretora de ações que desenvolveu o modelo de educação financeira em larga escala para viabilizar a incorporação das pessoas físicas ao mercado. Na consultoria temos trabalhado com empresas de diversos setores como, por exemplo, serviços financeiros, saúde, educação, indústria, varejo entre outros.
  1. Qual o cuidado que se deve ter na aplicação desses conceitos?
    Maximiliano Carlomagno - As ferramentas que desenvolvemos são focadas no contexto da inovação marcado por alta incerteza, ineditismo, pouca visibilidade e alto risco. Não são ferramentas para melhorar algo existente, mas para recriá-lo. Também merece destaque o caráter organizacional da inovação. Desenvolvemos uma ferramenta chamada Octógono da Inovação que aborda os oito aspectos necessários para melhorar a produtividade da inovação na empresa. Desses aspectos quatro deles são organizacionais (cultura, liderança, pessoas e estrutura organizacional). Temos tido experiência de assessorar empresas nas quais há processo de inovação, mas o contexto não é fértil para as idéias, estas não são desenvolvidas nem implementadas. Sem atenção a esses aspectos organizacionais a inovação tem baixa probabilidade de acontecer.

Outros conteúdos com os autores:
Matéria “COMO FAZER DIFERENTE” capa da Revista França Brasil, que abordou os desafios da inovação nas empresas.

Artigo “Os Sete Mitos da Inovação na crise” publicado no portal da Revista Época Negócios

Participação na matéria “Quero ser um profissional inovador” do Portal do Administrador que abordou a necessidade de profissionais inovadores no mercado de trabalho. A reportagem traz “Sete dicas para o profissional se tornar inovador” e o “Passo a passo para o processo de criação dar certo e virar uma inovação”.

Entrevista sobre gestão da inovação com Maximiliano Carlomagno e Felipe Scherer na 20ª edição da Revista Best Home

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